"Estar sozinho é treinarmo-nos para a morte."
- - Louis-Ferdinand Céline
Na boa... não sei quem é esse cara aí em cima, mas de uma coisa sei. Ele é um gênio...
E enquanto isso, fico aqui, mais do que treinado pra morte, que tarda mas não falha... Já a vida, essa falha, e falha com louvor quando quer.
É muito complicado, muito mesmo, ter seu mundo desabando, sendo destruído por uma catástrofe colossal enquanto todas as armas estão apontadas pra você mesmo... e não dá pra fazer nada, exceto ver o mundo - aquele que demorou anos pra ser consruído e aonde ainda trabalho pra faze-lo mais digno de se viver - esfarelando, e correndo entre seus dedos, como areia... uma areia dolorosa...
E é aí que então dá pra perceber. Perceber que o mundo é um lugar cruel, um lugar idiota afinal :\, e se nem nesse mundo eu consigo ser gente, então estou ferrado. Me dá por dentro um vazio tremendo, um grande buraco negro, sugando todas as coisas boas que tentam aparecer na minha vida...
E eu, uma eterna marionete desse show de horrores medonho e cruel, fico sem o que fazer, definhando, aos poucos só por não existir uma vaga pra mim nesse mundo... por não fazer as coisas mais fáceis, entendem?
Eu vejo as pessoas por aí, fazendo as coisas, indo pra luta... mas eu não consigo, por incompetência, ou como disse uma grande amiga minha: "falta química". E de fato falta, química entre eu e o mundo, assim quem sabe o destino começa a gostar de mim, ao invés de dar-me esperanças como faz... me dá esperanças só pra esmagá-las, dia após dia, e me ver sofrer, me ver treinar pro dia em que vou morrer...
Por mais que eu tente, não consigo, não consigo me livrar dessa invisibilidade, dessa inexistência... é como ser o ar... ele ta ali, vc se aproveita dele, mas mesmo assim, ele é como o nada... dá pra passar por cima, pisar, ignorar, é só o ar... assim como sou só eu. =)
Um comentário:
agora tenta viver sem o ar!
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